sexta-feira, 30 de março de 2012

Resenha de A cabana

O Livro A Cabana, escrito pelo canadense William P. Young, tornou-se um best-seller e já vendeu mais de 12 milhões de cópias. A Cabana conta a história de um pai que ao perder sua filha, durante uma viagem de férias em família, perde toda a crença em Deus.

Mack Allen Phillips é o pai de Missy, uma garotinha de seis anos, que foi raptada e supostamente morta, durante uma viagem em um acampamento de verão na qual estava na companhia de seu pai e seus dois irmãos. No entanto, seu corpo nunca fora encontrado, deixando dúvidas e tristezas pelo que possa realmente ter lhe acontecido.

Passados três anos e meio do triste acontecimento, Mack recebe um estranho bilhete para retornar a cabana na qual supostamente sua filhinha havia sido morta. Nesse retorno, Mack acredita ir ao encontro da verdade sobre a morte de Missy, mas o que ele não espera é ter um reencontro com Deus e com sua própria identidade e fé. A partir daí a história toma um rumo que envolve o real e o surreal, visto sob a óptica do sobrenatural.

Na cabana, nós leitores somos convidados a sentir com Mack as sensações mais indescritíveis e deixarmos cair por terra nossas crenças impostas por uma sociedade histórica, que acredita no que é passado de geração em geração. A obra é na verdade uma quebra de paradigmas e propõem uma reflexão do que realmente acreditamos e do que realmente pode ser real. É uma obra fascinante que vale a pena ser lida independentemente de qual religião seguimos.


Por Cássia Nascimento

Entendendo os pronomes demonstrativos

Na hora de produzir um texto sempre aparecem algumas dúvidas quanto ao emprego correto dos pronomes demonstrativos. Ao olhar dos leigos, pode parecer à mesma coisa, mas cada pronome tem um significado diferente em seu emprego.

Pronomes demonstrativos são aqueles que indicam a posição da coisa designada no tempo e espaço em relação às pessoas do discurso. Os pronomes demonstrativos são os seguintes:

Pessoas do discurso

Pronomes demonstrativos

1° Pessoa (Eu / Nós)

Este, esta, estes, estas, isto

2° Pessoa (Você / Vós)

Esse, essa, esses, essas, isso

3° Pessoa (Ele (a) / Eles (as))

Aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo

Obs.: Os pronomes demonstrativos podem vir combinados com preposições: Deste, desta, disto; nesse, nessa, nisso; daquele, naquele, naquilo; àquele, àquela, àquilo etc.

  • Este, esta, estes, estas, isto

Os pronomes demonstrativos de 1° pessoa indicam que o ser citado está relativamente próximo à pessoa que fala. Eles revelam tempo presente ou bastante próximo do momento da fala. Podem ser usados para dar referência a algo que será dito em seguida ou a algo que acabou de ser mencionado.

Exemplos:

a) Esta caneta que está comigo é preta.

b) Espero sinceramente isto: que não me procures mais.

c) Matemática e Literatura são matérias que me agradam, esta desenvolve a sensibilidade e aquela o raciocínio.

  • Esse, essa, esses, essas, isso

Os pronomes demonstrativos de 2° pessoa indicam que o ser citado está relativamente próximo à pessoa com quem se fala. Revelam tempo passado relativamente próximo ao momento em que se fala. Eles devem ser usados quando queremos fazer referência a alguma coisa que já foi falada.

Exemplos:

a) Essa caneta que está contigo é preta.

b) Em Fevereiro fez muito calor, nesse mês puder ir bastante à praia.

c) Subjetivismo, apego à natureza, nacionalismo; essas são algumas características do Romantismo.

  • Aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo

Os pronomes demonstrativos de 3° pessoa indicam que o ser está relativamente próximo à pessoa de quem se fala, ou distante dos interlocutores (ouvintes). Esses pronomes revelam tempo remoto ou bastante vago e podem se opor aos demonstrativos de 1° pessoa (este, estes...)

Exemplos:

a) Aquela caneta que está com o aluno da outra sala é preta.

b) Em 11 de Setembro de 2002, houve uma grande tragédia nos E.U.A. Naquele dia muitas pessoas inocentes morreram.

c) Matemática e Literatura são matérias que me agradam, esta desenvolve a sensibilidade e aquela o raciocínio.

Por Cássia Nascimento

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pensamento machista, um preconceito cultural



Falar do machismo é remeter ao princípio da criação humana. Segundo o livro de Gêneses, Deus criou o homem e depois, vendo que sua criação necessitava de uma companheira, criou a mulher. A mulher é tida como um subproduto da criação do homem e a partir daí, ela tem a tarefa de obedecer e seguir seu marido.




O machismo é a submissão da mulher ao homem, este se constituiu para oprimi-la, para deixá-la por baixo socialmente. Sua origem remonta a cultura grego-romana em que a mulher não tinha direito a nada, nem ao conhecimento; o estudo era tido como algo libertino, ao qual elas não podiam ter acesso. Durante longos séculos, a mulher foi privada de expressar seus sentimentos e demonstrar suas opiniões.




Nas diversas sociedades, observa-se que há séculos a mulher não tem o seu espaço, este só é concedido ao homem, que se tornou o centro do universo, a partir da época Renascentista, momento em que ele obtém destaque como um ser dotado de conhecimento.




Se desde os primórdios dos tempos, as mulheres são privadas de suas ações, o machismo se intensifica. Mesmo atualmente, com o avanço tecnológico e a participação de muitas mulheres em diversos campos profissionais, ainda restam pensamentos retrógrados que as oprimem e exaltam a masculinidade machista e mecânica do homem.




O pensamento machista esta cravado em nossa cultura e mesmo com as revoluções sociais, há pessoas (homens e mulheres) que pensam na existência da superioridade masculina. O que acontece é que esse pensamento foi passado de geração em geração. Durante anos mulheres se sujeitaram a tantas opressões que achavam natural os homens terem poder sobre elas. É muito comum ouvirmos de nossas avós que “uma mulher deve obedecer a seu marido e servi-lo em tudo”, mesmo se ele a maltratasse, ela não tinha o direito de reivindicar. Certa vez assisti a um depoimento de uma mulher que há anos sofria com seu marido, era espancada entre outras coisas. Um dia ela decidiu buscar ajuda e foi até a casa de sua mãe, ela queria abandoná-lo, no entanto quem deveria lhe dar apoio, disse que não a ajudaria e que voltasse a sua casa e se sujeitasse a opressão. Observa-se que as mulheres condicionadas às atitudes machistas de seus maridos, consideram normal serem maltratadas e traídas após o casamento. Por exemplo, na década de 60 uma mulher que se separasse de seu esposo não era bem vista pela sociedade, ela era criticada e mal tratada, mas ninguém questionava sobre os motivos que a levou a tomar essa decisão.




Assim é possível ver em nossos dias, o pensamento machista enraizado à cultura brasileira. Se pararmos para pensar: o que leva um homem a maltratar uma mulher e tentar diminuí-la em suas potencialidades? É que o homem tem na verdade um grande medo da perda e não suporta ver sua mulher ou as mulheres em geral sendo superiores a ele (s). Preocupados em obter pela força o poder, deixaram de lado os sentimentos, coisa, segundo eles, dada apenas às mulheres. Mas assim como a mulher, ao homem também foi dado o sentir, porém não sendo usado foi esquecido por eles. Isto é percebido desde a infância, em que o garoto já é estimulado e ensinado a não demonstrar seus sentimentos, se sofre tem que agüentar e não transparecer nada.




A luta em prol do fim do machismo vem sendo realizada pelas feministas por séculos. Seu objetivo é promover a igualdade entre os sexos. Muitas conquistas já foram obtidas, mas ainda resta excluir o pensamento machista arraigado em nossa cultura. A falta de estudo e as más informações transmitidas pela família e pela mídia ainda contribuem para a divagação dessa forma antiquada de pensar. Por isso para a evolução do pensamento social é necessário deixar os preconceitos de lado e lutar juntos pelos mesmos direitos, esse é o primeiro passo para entrarmos numa nova fase da história da humanidade.




FONTE: DIRANI, Zenia Cazzulo. O despertar da mulher é o despertar do homem. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, 1986.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A importância da leitura na infância




O ato de ler é um processo que deve ser adquirido na infância, pois é nessa época em que as crianças estão descobrindo o mundo e adquirindo aptidões e gostos que levaram por toda a vida. Para isso, o estímulo deve partir dos pais e/ou cuidadores para que no período escolar ele seja trabalhado com mais afinco pelos professores, visando à leitura de mundo e o entendimento do texto.

A leitura é tão importante para o desenvolvimento emocional da criança quanto o estudo das diversas disciplinas na fase escolar. Os contos de fadas, por exemplo, aos olhos de um adulto, pode parecer uma “historinha” sem significado, porém ele aborda questões do desenvolvimento psicológico infantil ajudando,
inconscientemente, os pequenos a compreenderem o mundo e suas dificuldades nas muitas fases da vida.

Um exemplo disso é o conto Chapeuzinho Vermelho que significa a passagem de menina para mulher. Mas como explicar essa transformação tão complexa em aspectos emocionais ao entendimento de uma criança? Por isso que a leitura é um ato transformador que deve ser incentivado e não forçado, respeitar os limites e a vontade das crianças é essencial. Portanto, podemos dizer que a leitura é expressão estética da vida por meio da palavra escrita e contribui significativamente para a formação da pessoa em suas diversas fases.

Algumas sugestões pedagógicas de como promover o gosto pela leitura:

· Sente-se com a criança em um ambiente confortável e explore diversos tipos de materiais: livros, revistas, jornais etc. Isso permite a criança se ambientar com o universo da leitura;

· Leia em voz alta, peça para os pequenos também contarem histórias e procure sempre escutá-los. Isso ajuda no desenvolvimento da linguagem oral;

· Peça para eles contarem histórias usando livros com figuras, procurando se lembrar das histórias que já ouviram ou criar outras. O incentivo a criatividade da criança é um grande diferencial no desenvolvimento cognitivo.

· Criar uma biblioteca em casa ou o momento da “Hora do Conto” em que você possa contar histórias também é muito interessante. Procure fazer mistérios (as crianças adoram isso) é uma boa maneira de cativar a leitura. É importante saber que os bebês ou crianças bem pequenas também podem participar do momento da leitura, a aprendizagem pode ser incentivada desde bem cedo.


Por Cássia Nascimento